Na perícia do INSS, o documento médico é quem fala por você. Um laudo bem feito aprova; um atestado fraco derruba quem tinha direito. Veja os 7 itens que o seu documento precisa ter — com um exemplo pronto pra levar ao seu médico.
Por Dr. Perito · 28 de agosto de 2026 · 6 min de leitura
O perito do INSS não conhece a sua rotina nem o seu trabalho, e tem poucos minutos para avaliar o seu caso. Ele decide com base no que está escrito. Por isso, o documento médico é a peça mais importante da perícia do INSS — tanto na presencial quanto no ATESTMED (a análise documental). Um laudo completo faz o trabalho de "mostrar" ao perito o que ele não vê.
O nome completo do segurado, para não haver dúvida de que o documento é seu.
O documento precisa informar quando foi elaborado. Laudos muito antigos perdem força — o INSS quer ver que a incapacidade é atual.
A doença descrita por extenso ou pelo código CID. O ideal é ter os dois.
Por quantos dias o paciente precisa ficar afastado. Não vale "repouso até melhora" — é preciso um prazo estimado em dias (por exemplo, 60 dias).
Aqui é onde a maioria dos laudos falha. O médico deve explicar:
O documento deve ter o nome do profissional, o CRM (ou registro) e a assinatura — que pode ser eletrônica, desde que válida.
A documentação precisa estar clara, legível e sem rasuras. No ATESTMED, um documento borrado ou cortado na digitalização pode ser recusado.
O atestado costuma ser curto — informa o afastamento e o CID. O laudo conta a história clínica e descreve as limitações. Para a perícia do INSS, o que tem peso é o laudo (ou um atestado detalhado, com os 7 itens acima). Só o CID, sem a descrição da incapacidade, geralmente não basta.
Com o documento em mãos, o próximo passo é chegar preparado. Veja o nosso guia de como se preparar para a perícia do INSS — com a lista do que levar e o que o perito avalia. E se o seu pedido for pelo ATESTMED (análise documental), o laudo completo é ainda mais decisivo, porque é a única coisa que o perito vê.
A gente confere o seu laudo antes da perícia, aponta o que está faltando (CID, prazo, descrição das limitações) e orienta o que pedir ao seu médico — para você não ser reprovado por um documento incompleto. Se a perícia negar, ajudamos no recurso.
Comece baixando o guia gratuito com o modelo de documento — e, se quiser, fale com o Dr. Perito. A análise inicial do seu caso é gratuita e sem compromisso.
Quase nunca. O CID diz qual é a doença, mas não mostra a incapacidade. O perito precisa entender por que a doença impede você de trabalhar. Por isso a descrição das limitações é essencial.
Quanto mais recente, melhor — de preferência dos últimos 30 dias, no máximo 90. Documentos antigos ajudam a mostrar o histórico, então leve os dois: os antigos e o atual.
Sim, desde que seja uma assinatura eletrônica válida, com o nome do médico e o CRM. O importante é que o documento possa ser verificado e esteja legível.
Se você trata com mais de um especialista, vale reunir os laudos de cada um — eles se complementam e reforçam a prova. O laudo do médico que acompanha a doença principal é o mais importante.
Volte ao médico e peça para complementar com os itens que faltam — principalmente o prazo em dias e a descrição das limitações. É mais fácil corrigir antes da perícia do que recorrer depois de uma negativa.