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Perícia do INSS

Teleperícia do INSS: como funciona a perícia por vídeo

Desde 2026, o INSS pode fazer a perícia por videoconferência — a chamada teleperícia. Mas tem uma pegadinha que muita gente não sabe: não é de casa. Veja como funciona de verdade e como se preparar para não ser negado.

Por Dr. Perito · 27 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

⚠️ A pegadinha da teleperícia: mesmo sendo "por vídeo", você ainda precisa ir à agência do INSS. A videochamada com o perito acontece lá, numa sala equipada — não é do seu celular, em casa. Quem entende isso errado, perde a perícia.

O que é a teleperícia

A teleperícia é a perícia médica feita por videoconferência: em vez de o perito estar na sua frente, ele avalia o seu caso à distância, por vídeo, em tempo real. Foi oficializada pela Portaria Conjunta DPMF/INSS nº 18, de 31 de março de 2026, e passou a fazer parte da rotina do INSS.

O objetivo é diminuir a fila: em regiões onde faltam peritos, um perito de outro estado pode atender por vídeo. Assim o INSS equilibra a demanda pelo país.

Como funciona na prática (passo a passo)

  1. Você agenda a perícia normalmente pelo Meu INSS (site ou app), como sempre.
  2. No dia, vai até a agência (APS) no horário marcado — sim, presencialmente.
  3. Passa pela triagem e entrega os documentos médicos, que são digitalizados.
  4. Em uma sala equipada (computador, câmera, microfone), começa a videochamada com o perito.
  5. O perito confere a sua identidade pela câmera, faz a avaliação e dá as orientações finais.
  6. O resultado segue o fluxo normal do INSS (análise e decisão), que você acompanha pelo Meu INSS.

Teleperícia é a mesma coisa que ATESTMED?

Não, e é bom não confundir: no ATESTMED, o perito analisa só os seus documentos, sem você aparecer. Na teleperícia, tem uma videochamada ao vivo com o perito — você participa, ele te vê e conversa com você. São dois caminhos diferentes.

❌ O risco da perícia por vídeo: sem o exame físico presencial, doenças que precisam de observação direta — ortopédicas, neurológicas e psiquiátricas — podem ser subavaliadas. Por isso, na teleperícia, a sua documentação médica é ainda mais decisiva: é ela que "mostra" ao perito o que ele não consegue examinar com as mãos.

Como se preparar para a teleperícia

Na prática, preparar-se para a teleperícia é quase igual a se preparar para a presencial. Vale a pena ver o nosso guia de como se preparar para a perícia do INSS.

Se a teleperícia negar

Como o perito não te examina fisicamente, negativas indevidas podem acontecer — principalmente naquelas doenças que precisam de exame direto. Se acontecer, você tem 30 dias para recorrer, e o caminho é o mesmo: veja como recorrer quando o INSS nega, reforçando a prova médica.

Como a Confia Prev ajuda

A gente organiza a sua documentação antes da teleperícia, aponta o que falta, orienta sobre o laudo e te prepara para a videochamada — pra a distância não virar motivo de negativa. Se negar, ajudamos no recurso.

📘 Baixe o guia gratuito. Preparamos o Guia da Perícia do INSS, em PDF e em linguagem simples, que vale para a presencial e para a teleperícia. É de graça — veja também todos os guias do Dr. Perito.

Tem teleperícia marcada? Vá preparado.

Comece baixando o guia gratuito da perícia — e, se quiser, fale com o Dr. Perito. A análise inicial do seu caso é gratuita e sem compromisso.

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a teleperícia do INSS

Não. Mesmo sendo por vídeo, você precisa ir a uma agência do INSS. A videochamada com o perito acontece lá, numa sala equipada. O que muda é que o perito pode estar em outra cidade ou estado.

No ATESTMED, o perito analisa só os seus documentos, sem você aparecer. Na teleperícia, há uma videochamada ao vivo: o perito te vê e conversa com você. São dois procedimentos diferentes.

Sim. A realização por videoconferência depende do seu consentimento formal — você autoriza a avaliação por vídeo.

Prioritariamente para reduzir filas de auxílio por incapacidade (auxílio-doença) e reavaliações do BPC, entre outros que o INSS venha a autorizar. A tendência é a modalidade se ampliar com o tempo.

Você tem 30 dias para recorrer ao CRPS, pelo Meu INSS, reforçando a prova médica. Como o perito não examinou você fisicamente, um laudo detalhando as limitações faz muita diferença no recurso.

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